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	<title>Arquivos Opinião - Tiago Severino</title>
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	<description>Resenhas de filmes, séries e livros.</description>
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	<title>Arquivos Opinião - Tiago Severino</title>
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		<title>Por que Bocaiúva não tem um instituto federal?</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/bocaiuva-nao-tem-um-instituto-federal-ifnmg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 01:48:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG) tem 11 unidades. Esta semana foi anunciada mais uma na cidade de Minas Novas. O projeto é...</p>
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<p>O Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG) tem 11 unidades. Esta semana foi anunciada mais uma na cidade de Minas Novas. O projeto é inovador. Elaborado a vários mãos, ele contempla a construção de um campus com perspectiva inclusiva. Uma importante medida para uma região tão carente.</p>



<p>Entretanto, o que mais me intriga é por que Bocaiúva não tem uma unidade do IFNMG?</p>



<p>Veja só os dados. Bocaiúva tem 48 mil habitantes, número bem acima de localidades onde o IFNMG já está instalado como Arinos (17 mil), Araçuaí (34 mil), Porteirinha (37 mil), Almenara (40 mil) e Diamantina (47 mil).</p>



<p>Bocaiúva está na posição número 82 no estado com a maior quantidade de empresas registradas, algo bastante significativo se considerar que Minas tem mais de 800 municípios. Nesse ranking, Porteirinha, que também é do norte, ocupa a posição 118. Januária que tem cerca de 20 mil habitantes a mais que Bocaiúva está no 97º lugar.</p>



<p>Outro importante indicador da atividade econômica, o Produto Interno Bruto (PIB), mostra o tamanho da economia local. Bocaiúva está na 100ª posição no estado. As outras unidades do IFNMG estão na seguinte ordem: Montes Claros (13), Teófilo Otoni (54), Pirapora (56), Janaúba (86), Diamatina (123) Januária (141), Almenara (161), Salinas (163), Porteirinha (200), Araçuaí (202) e Arinos (291).</p>



<p>Todos esses dados são do IBGE e podem ser acessados <a href="https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/bocaiuva/panorama" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link</a>. </p>



<p>De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, no ano de 2023, Bocaiúva exportou 48 milhões de dólares. Entre as cidades atendidas pelo IFNMG, o melhor desempenho foi de Pirapora com 398 milhões. Em seguida estão Araçuaí (US$ 237 milhões), Montes Claros (US$ 227 milhões) e Janaúba (US$ 53 milhões). Logo depois de Bocaiúva, ficaram Teófilo Otoni (US$ 37 milhões), Diamatina (US$ 3 milhões), Salinas (US$ 1 milhão) e Porteirinha (US$ 60). </p>



<p>Sobre Porteirinha, o valor indicado pelo Ministério realmente é de apenas 60 dólares.</p>



<p>Os números podem ser conferidos <a href="http://comexstat.mdic.gov.br/pt/municipio">aqui</a> e o resultado desse levantamento está disponível <a href="http://comexstat.mdic.gov.br/pt/municipio/103302">neste outro link</a>.</p>



<p>Uma justificativa para usar contra a implantação de um campus em Bocaiúva poderia ser a proximidade com Montes Claros, onde o IFNMG já está instalado desde 2010. São 47 quilômetros. Mas Janaúba e Porteirinha também têm unidades do Instituto, e a distância entre as duas localidades é de 38 quilômetros. Um trajeto um pouco menor do que a viagem de Curvelo, que tem um campus do Cefet, e Corinto, onde está em estudo a implementação de outra unidade do IFNMG.</p>
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		<title>Precisamos voltar a escrever à mão</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/precisamos-voltar-a-escrever-a-mao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2024 21:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma sala de aula hoje está assim: o professor escreve durante vários minutos no quadro, o aluno se levanta, pega o celular e em poucos...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma sala de aula hoje está assim: o professor escreve durante vários minutos no quadro, o aluno se levanta, pega o celular e em poucos segundos faz uma foto do que está na lousa. Durante a explicação, não é raro perceber um ou dois estudantes com fones no ouvido. Eles olham com cara de paisagem para frente e fica a dúvida se têm atenção multifocal para prestar atenção em tantas coisas. Na hora de resolver uma atividade avaliativa, a solução vem do &#8220;cérebro&#8221; de uma inteligência artificial que, mesmo cometendo erros nas respostas, apresenta cada uma delas como se fosse um especialista no assunto. </p>



<p>Em outra ponta do problema, adultos que estão no mercado de trabalho, muitas vezes, sentem-se frustrados quando percebem que não conseguem avançar em sua atividade diária como os amigos das mídias sociais que postam o quanto correram no último treino, o número de clientes atendidos, como está o local de trabalho e, depois de tudo, como vão aproveitar o momento de descanso.</p>



<p><strong>Leia também: <a href="https://tiagoseverino.com.br/rebel-moon-snyder-netflix/">Rebel Moon: crítica e avaliação da parte 1 do filme de Zack Snyder e da Netflix</a></strong></p>



<p>Os cenários apresentados aqui se expandiram devido ao uso do smartphone. De acordo com o Comitê Gestor da Internet (CGI), no Brasil, 92 milhões de pessoas acessam a internet via celular. A totalização desse número mostra como o serviço tem crescido ao longo dos anos e indica que as transformações podem continuar caso as dificuldades de acesso sejam solucionadas.</p>



<p>O celular se converteu, nos últimos tempos, em um novo cigarro. É difícil ficar sem o aparelho. Se no trânsito, você parar alguns segundos enquanto o sinal abre, a primeira reação é enfiar a mão no bolso e ver a tela. Esquecê-lo em casa é quase um sacrilégio. Ficar sem bateria é uma tortura física. Cerca de 50% da população mundial tem um smartphone. Em um dia comum, ele é verificado em média 221 vezes. Mas o que o torna tão viciante é o design dos aplicativos. Não se trata apenas de entregar funcionalidade ao usuário, mas roubar a atenção<sup>1</sup>.</p>



<p>A palavra vício parece forte. Ela é empregada para problemas graves como álcool, cigarros e drogas. Como poderia ser utilizada então para algo que parece banal como usar um aplicativo de mídia social no? As plataformas digitais operam como um caça-níquel. A lógica é criar expectativa e entregar pequenas ou grandes recompensas. Imagine o seguinte: você posta uma foto em seu perfil. Ela tem 30 curtidas em alguns minutos. No dia seguinte, ao colocar outra imagem, a sua frequência de acesso ao aparelho aumenta porque você quer saber como foi o desempenho. Mesmo se não postar nada próprio, o usuário rola o feed infinito para ver as atualizações das outras pessoas e encontrar uma imagem para se engajar.</p>



<p>A Fundação Oswaldo Cruz alerta que as telas dos computadores, celulares e jogos eletrônicos invadiram a infância: &#8220;com isso, as brincadeiras ao ar livre e a magia do brincar, além do contato com outras crianças, acabam ficando prejudicados. Segundo dados da pesquisa TIC KIDS ONLINE BRASIL 2019 (Pesquisa sobre o Uso da Internet por Crianças e Adolescentes no Brasil), em 2019, 89% da população entre 9 e 17 anos era usuária de Internet, o que corresponde a cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes, dos quais, 95% tinham no telefone celular o dispositivo de acesso à rede&#8221;<sup>2</sup>.</p>



<p>Já há um entendimento de que existe um efeito negativo na formação do cérebro e estruturas neuronais de crianças e adolescentes que usam smartphones com frequência. Até os 25 anos, a maturação cerebral não está plenamente realizada. Os estímulos rápidos, como os reels do Instagram ou o feed do TikTok, liberam dopamina no cérebro do jovem<sup>3</sup>. </p>



<p>A dopamina é um hormônio que gera a sensação de prazer. Os estímulos físicos como uma boa comida, o resultado de uma atividade física ou a felicidade em estar em um grupo de amigos disparam esse neurotransmissor e o cerébro sente satisfação. Essa é maneira natural. Com o conteúdo curto e com o apelo de imagens atrativas das mídias sociais, o processo de liberação de dopamina no organismo é acelerado de modo artificial. Um dos efeito é que o usuário sempre vai buscar o celular e as mídias sociais para sentir aquela sensação de prazer. É isso que cria dificuldade para o usuário se distanciar do celular.</p>



<p>Um levantamento do Instituto de Pesquisa de Ontário descobriu que crianças e adolescentes que seguem a recomendação dos médicos de usar menos de duas horas de tela por dia, praticar uma hora de atividade física e dormir pelo menos oito horas têm o desenvolvimento cognitivo superior daquelas pessoas que não seguem essas regras<sup>4</sup>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como vencer o vício em smartphone?</h2>



<p>A combinação celular e internet facilitou a vida em muitos aspectos. Hoje, por exemplo, ir ao banco presencialmente é apenas em caso de uma necessidade bem específica. Caso contrário, desde a abertura de uma conta, pagamentos e investimentos podem ser realizados por meio digital. Por outro lado, o uso pouco racional traz cansaço mental. É aquela situação de ao acordar, pegar o aparelho, ver o Twitter, e quando percebe já se passou uma hora. Ao sair da cama, o corpo parece que não está descansado e a mente parece cheia, mesmo se ainda for sete horas da manhã.</p>



<p>A reportagem <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c14yr9lgw1qo?at_campaign_type=owned&amp;at_medium=social&amp;at_bbc_team=editorial&amp;at_link_id=82FFA46A-A583-11EE-BAC7-EC0655826ABF&amp;at_link_type=web_link&amp;at_format=image&amp;at_link_origin=bbcbrasil&amp;at_campaign=Social_Flow&amp;at_ptr_name=twitter">Por que desenhar é o melhor detox digital</a>, publicada pela BBC, discute como a dedicação ao chamado desenho consciente pode ajudar a lidar com dores, angústias e o sofrimento mental. No texto, a jornalista Beverley D&#8217;Silva mostra o caso de pessoas que graças aos traços na folha de papel conseguiram lidar com traumas e perdas. &#8220;Pegar um lápis ou carvão e fazer traços de forma consciente nos conecta às nossas habilidades tácteis, ao sentido do tato, e oferece um descanso do interminável esgotamento digital. E isso é importante para a saúde mental&#8221;, afirma o texto<sup>5</sup>.</p>



<p>O ato de usar lápis e papel restitui a atenção da pessoa ao momento presente. É o que os praticantes de mindfulness chamam de atenção plena. A pessoa não está em outro lugar que não seja ali. Não há preocupação com a notificação de um aplicativo ou se chegou um novo email. </p>



<p>Particularmente, sou defensor da ideia do desenho. Pegar um objeto e tentar representá-lo. O receio de muitas pessoas é a qualidade dessa imagem. Ao falar em desenhar parece que temos que fazer uma Monalisa todos os dias. A verdade é que um pequeno caderno com alguns traços já é suficiente. Mas se criar imagens não te agrada, então escreva. Pode ser um diário ou um caderno com pequenas lembranças.</p>



<p>Nas tarefas do dia, outras medidas podem ser adotadas para mitigar esses efeitos da tecnologia. Façamos a mão o que pode ser realizado assim. Nem tudo precisa estar na agenda do Google. Se você se dá bem com agenda de papel, esta é uma solução viável. Aposentar aplicativos de produtividade não é ruim. Substitua-os por blocos de papel. Para quem está em sala de aula, a pesquisa via internet é indispensável, mas o caderno físico colabora para manter o estado de presença ativo.</p>



<p></p>



<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p>1 &#8211; GARATONI, B.; SKARKZ, E. <strong>Smartphone – o novo cigarro</strong>. Disponível em: &lt;https://super.abril.com.br/especiais/smartphone-o-novo-cigarro&gt;. Acesso em: 4 jan. 2024.</p>



<p>2 &#8211; AMARANTE, S. <strong>O uso das telas e o desenvolvimento infantil</strong>. Disponível em: &lt;https://www.iff.fiocruz.br/index.php?view=article&amp;id=35:uso-das-telas&amp;catid=8&gt;. Acesso em: 30 set. 2022.</p>



<p>3 &#8211; PAGNO, M. <strong>Crianças e adolescentes no celular: uso exagerado afeta o cérebro e a concentração; veja o que fazer</strong>. Disponível em: &lt;https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/02/14/criancas-e-adolescentes-no-celular-uso-exagerado-afeta-o-cerebro-e-a-concentracao-veja-o-que-fazer.ghtml&gt;. Acesso em: 4 jan. 2024.</p>



<p>4 &#8211; WALSH, J. J. et al. Associations between 24 hour movement behaviours and global cognition in US children: a cross-sectional observational study. <strong>The Lancet Child &amp; Adolescent Health</strong>, v. 2, n. 11, p. 783–791, nov. 2018.</p>



<p>5 &#8211; D´SILVA, B. <strong>Por que desenhar é o melhor detox digital</strong>. Disponível em: &lt;https://www.bbc.com/portuguese/articles/c14yr9lgw1qo>. Acesso em: 4 jan. 2024.</p>



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