<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Tiago Severino</title>
	<atom:link href="https://tiagoseverino.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://tiagoseverino.com.br/</link>
	<description>Resenhas de filmes, séries e livros.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 29 Apr 2025 20:01:05 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.1</generator>

<image>
	<url>https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-Logotipo-site-32x32.png</url>
	<title>Tiago Severino</title>
	<link>https://tiagoseverino.com.br/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Uma vida em sete dias com Angelina Jolie [crítica]</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/uma-vida-em-sete-dias-com-angelina-jolie-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema, Séries e TV]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1698</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em Uma Vida em Sete Dias, Angelina Jolie vive Lanie Kerrigan, uma repórter de TV ambiciosa, popular e obcecada por sucesso. Jolie, ainda jovem, surge...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/uma-vida-em-sete-dias-com-angelina-jolie-critica/">Uma vida em sete dias com Angelina Jolie [crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em Uma Vida em Sete Dias, Angelina Jolie vive Lanie Kerrigan, uma repórter de TV ambiciosa, popular e obcecada por sucesso. Jolie, ainda jovem, surge com cabelos loiros, um visual que evoca o estilo de Anna Nicole Smith: lábios destacados, salto alto, figurino elegante e uma aura de diva pop combinada com apresentadora de jornal sensacionalista. Ela irradia em cena, literalmente, não apenas pela iluminação impecável.</p>



<p>A trama do filme reside na transformação da protagonista após sua rotina perfeita ser abalada por um aviso estranho. Durante a cobertura de uma reportagem de rua, Lanie entrevista Jack, o profeta. Ele é um morador de rua que afirma ter visões do futuro. A entrevista, que deveria ser mais um momento bizarro para o noticiário, transforma-se quando o mendigo faz uma previsão sobre o time de futebol e o tempo. Antes de desligar a câmera, ele anuncia que Lanie morrerá em sete dias.</p>



<p>Inicialmente, ela não leva a sério, considerando o sujeito delirante. Contudo, a concretização das outras previsões – a vitória improvável e o temporal inesperado – leva Lanie a uma crise. Jolie conduz bem essa mudança de humor, da descrença cômica à ansiedade crescente.</p>



<p>O roteiro propõe uma reflexão já vista, mas eficaz aqui pelo carisma da protagonista: o que fazer com sete dias de vida? A resposta de Lanie surpreende. Entre conflitos profissionais, familiares e a reaproximação romântica com o cinegrafista (Edward Burns), ela descobre que sua vida talvez não fosse tão completa.</p>



<p>Angelina Jolie, mesmo em um papel menos intenso, entrega uma atuação convincente, sendo o centro do filme. Apesar de um roteiro um tanto formulaico, a jornada dela cativa.</p>



<p>Uma Vida em Sete Dias é um filme simpático e de ritmo leve. Uma escolha acertada para um domingo. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Avaliação de Uma vida em sete dias</h2>



<p>No<a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0282687/#:~:text=Uma%20rep%C3%B3rter%20entrevista%20uma%20m%C3%A9dium,sua%20vida%20n%C3%A3o%20tem%20sentido." target="_blank" rel="noreferrer noopener"> IMDB</a>, a nota do filme é é 5,8 de 10. No <a href="https://www.rottentomatoes.com/m/life_or_something_like_it" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rotten Tomatoes</a>, a satisfação do público é de 28%. O <a href="https://www.metacritic.com/movie/life-or-something-like-it/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Metacritic</a> indica uma pontuação de 31 de 100. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Onde assistir Uma vida em sete dias</h2>



<p>O filme está disponível no catálogo da Netflix.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/04/jolie2-1024x576.jpg" alt="Angelina Jolie" class="wp-image-1701" srcset="https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/04/jolie2-1024x576.jpg 1024w, https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/04/jolie2-300x169.jpg 300w, https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/04/jolie2-768x432.jpg 768w, https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/04/jolie2-1536x864.jpg 1536w, https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/04/jolie2.jpg 1999w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Angelina Jolie em Uma vida em sete dias. Netflix.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h2>



<p>Lanie Kerrigan – Angelina Jolie</p>



<p>Pete Scanlon – Edward Burns</p>



<p>Prophet Jack (Mendigo) – Tony Shalhoub</p>



<p>Andrea – Christian Kane</p>



<p>Deborah Connors – Melissa Errico</p>



<p>Cal Cooper – Stockard Channing</p>



<p>Richard – James Gammon</p>



<p>Alan – Gregory Itzin</p>



<p>Jesse – Lisa Thornhill</p>



<p>Tom Burke – Noah Emmerich</p>



<p>Diretor – Stephen Herek</p>



<p>Roteirista – John Scott Shepherd</p>



<p>Produtor – Arnon Milchan</p>



<p>Produtora Executiva – Marcia Ross</p>



<p>Produtor Executivo – Ezra Swerdlow</p>



<p>Direção de Fotografia – Jeffrey L. Kimball</p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/uma-vida-em-sete-dias-com-angelina-jolie-critica/">Uma vida em sete dias com Angelina Jolie [crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Aprendiz, o filme sobre Donald Trump [crítica]</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/o-aprendiz-critica-filme/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema, Séries e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1690</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Aprendiz é um filme sobre o presidente americano Donald Trump. O marketing da obra o apresenta como uma cinebiografia não autorizada. Alvo de muitas...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/o-aprendiz-critica-filme/">O Aprendiz, o filme sobre Donald Trump [crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Aprendiz é um filme sobre o presidente americano Donald Trump. O marketing da obra o apresenta como uma cinebiografia não autorizada. Alvo de muitas polêmicas — por supostamente ter recebido apoio financeiro até mesmo de partidários de Trump —, o filme procura mostrar como se deu a formação moral do jovem empresário e como parte do que o público vê hoje tem origem nesse passado. Entretanto, a obra não é promocional. Os financiadores reclamaram, pois esperavam um relato ufanista, mas o que viram foi uma crítica à conduta de Trump.</p>



<p><strong>Leia também: <a href="https://tiagoseverino.com.br/senna-netflix-critica/">Senna – a incrível história do maior piloto brasileiro na Netflix</a></strong></p>



<p>Para isso, os produtores e roteiristas recorrem a um personagem até então pouco conhecido do grande público, Roy Cohn. Advogado de celebridades nos Estados Unidos, Cohn se definia como um &#8220;matador&#8221;. Em O Aprendiz, ele é interpretado por Jeremy Strong, conhecido por dar vida a Kendall Roy na série Succession — uma ótima escolha de elenco, na minha opinião.</p>



<p>Roy Cohn não tem limites morais. Ele engana, mente e faz chantagem. Cohn apresenta a Trump suas três regras básicas para qualquer negociação: atacar, negar tudo e declarar vitória. Sua orientação é nunca admitir a derrota. Mas é importante destacar que essa visão não parte de uma motivação política ou ideológica. Para Cohn, a vida é como um ringue, e vence quem golpeia mais forte.</p>



<p>O advogado dispara suas &#8220;verdades&#8221; de forma crua: &#8220;não existe certo ou errado. Não existe moralidade&#8221;. No jogo, segundo ele, o foco deve ser o adversário.</p>



<p>É com esse tom que o filme retrata a formação da visão de mundo de Trump. O espaço dedicado à origem familiar é mínimo. O pai, empresário do setor imobiliário, é apresentado quase que discretamente. Sua principal e mais significativa aparição no filme é para negar qualquer tipo de preconceito. No início da obra, vemos um Trump confuso, relutante e bastante dependente de Roy Cohn.</p>



<p>O papel de Trump ficou com Sebastian Stan, conhecido do grande público como o Bucky Barnes do Universo Cinematográfico da Marvel — o amigo do Capitão América. Quando vi a escalação, confesso que fiquei em dúvida se ele conseguiria entregar um bom resultado. Entretanto, sua atuação como Trump é boa: não é brilhante, mas ele convence. Stan, inclusive, concorreu ao BAFTA e ao Oscar pelo trabalho neste filme.</p>



<p>O título O Aprendiz também merece destaque. Ele é uma referência direta ao programa de televisão que Trump apresentou durante anos nos Estados Unidos. No longa, Trump é mostrado como um aprendiz de Roy Cohn, de quem teria absorvido seus primeiros passos no mundo das celebridades. É como se fosse um reality show da própria vida dele.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Avaliação do filme O Aprendiz</h2>



<p>O Aprendiz tem nota 7,1 no <a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt8368368/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IMDB</a>. No <a href="https://www.rottentomatoes.com/m/the_apprentice" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rotten Tomatoes</a>, a satisfação do público é de 83%. O Metacritic, que reúne as avaliações da imprensa especializada, indicou que a média é 64 de 100. O Chicago Sun Times afirmou que &#8220;o mais impressionante de tudo são as atuações de Sebastian Stan como o jovem Trump cru e ambicioso, e Jeremy Strong (o &#8220;garoto mais velho de &#8216;Succession&#8217;) como o inescrupuloso Cohn&#8221;. O The Guardian não gostou: &#8220;o diretor Ali Abbasi nos deu monstros fascinantes no passado com Holy Spider e Border, mas a monstruosidade aqui é quase sentimental, um desenho animado xerox de muitos outros takes satíricos de Trump e conhecendo ecos proféticos de seu futuro político. É basicamente uma imagem muito menos original&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Onde assistir O Aprendiz</h2>



<p>O filme está disponível no catálogo do Prime Vídeo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ficha técnica do filme O Aprendiz</h2>



<p>Donald Trump – Sebastian Stan</p>



<p>Roy Cohn – Jeremy Strong</p>



<p>Ivana Trump – Maria Bakalova</p>



<p>Fred Trump – Martin Donovan</p>



<p>Mary Anne Trump – Catherine McNally</p>



<p>Freddy Trump – Charlie Carrick</p>



<p>Mary Trump – Iona Rose MacKay</p>



<p>Ivanka Trump (criança) – Emily Mitchell</p>



<p>Russell Eldridge – Ben Sullivan</p>



<p>Roger Stone – Mark Rendall</p>



<p>Daniel Sullivan – Patch Darragh</p>



<p>Kinney (Repórter #1) – Michael Hough</p>



<p>Fancy – Chloe Madison</p>



<p>Tony Schwartz – Eoin Duffy</p>



<p>Mike Wallace – Stuart Hughes</p>



<p>Tony Salerno – Joe Pingue</p>



<p>Walter (Departamento de Justiça) – James Downing</p>



<p>Repórter – Randy Thomas</p>



<p>Cheryl – Taylor Brunatti</p>



<p>Sandra – Moni Ogunsuyi</p>



<p>Barbara Katz – Edie Inksetter</p>



<p>Raoul – Joel Labelle</p>



<p>Billy (Taxista) – Craig Warnock</p>



<p>Theodore Green (Agente) – Jai Jai Jones</p>



<p>Modelo – Jaclyn Vogl</p>



<p>Mark Rubin – Sam Rosenthal</p>



<p>Peter Fraser – Aidan Gouveia</p>



<p>Modelo Loira – Katie Garyfalakis</p>



<p>Jovem Advogado #1 – Taylor Bernier</p>



<p>Andy Warhol – Bruce Beaton</p>



<p>Simon (Motorista de limusine) – Chris Gleason</p>



<p>Carly – Dina Goldman</p>



<p>Pastor Presbiteriano – Don Shaxon</p>



<p>Repórter de TV – Nabil Traboulsi</p>



<p>Rupert Murdoch – Tom Barnett</p>



<p>Rona Barrett – Valerie O&#8217;Connor</p>



<p>Elizabeth Trump – Samantha Espie</p>



<p>Jay Pritzker – Chris Owens</p>



<p>Ms. Nathanson – Clare Coulter</p>



<p>Juiz Edward Neaher – Frank Moore</p>



<p>Ed Koch – Ian D. Clark</p>



<p>George Steinbrenner – Jason Blicker</p>



<p>Harry Helmsley – Marvin Karon</p>



<p>Dr. Steven Hoefflin – Matt Baram</p>



<p>Victor Palmieri – Ron Lea</p>



<p>Michael Rubin – Sam Rosenthal</p>



<p>Bruce Fraser – Ross Cameron</p>



<p>Diretor – Ali Abbasi</p>



<p>Roteirista – Gabriel Sherman</p>



<p>Produtores – Daniel Bekerman, Jacob Jarek, Ruth Treacy, John Keville, Osvan Moya</p>



<p>Produtor Executivo – Ali Abbasi</p>



<p>Produtor Executivo – Louis Tisné</p>



<p>Diretor de Fotografia – Kasper Tuxen</p>



<p>Montador (Editor) – Peter Albrechtsen</p>



<p>Diretora de Arte – Carol Spier</p>



<p>Figurinista – Lea Carlson</p>



<p>Maquiagem e Cabelo – Jordan Samuel</p>



<p>Compositor da Trilha Sonora – Scott Shields</p>



<p>Designer de Produção – Carol Spier</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/o-aprendiz-critica-filme/">O Aprendiz, o filme sobre Donald Trump [crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Adolescência: série da Netflix [crítica]</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/adolescencia-netflix-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2025 11:02:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema, Séries e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1685</guid>

					<description><![CDATA[<p>Adolescência é, sem sombra de dúvida, uma das melhores séries da década — e não há exagero nisso. Atuações impecáveis, câmera bem trabalhada e roteiro...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/adolescencia-netflix-critica/">Adolescência: série da Netflix [crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Adolescência é, sem sombra de dúvida, uma das melhores séries da década — e não há exagero nisso. Atuações impecáveis, câmera bem trabalhada e roteiro amarrado fazem dela uma obra ímpar.</p>



<p>A série narra a história do assassinato de uma garota por um colega de sala. A princípio, o espectador pode imaginar que acompanhará algo no estilo CSI, focado em perícia, investigação ou na descoberta de um serial killer.</p>



<p><strong>Leia também: <a href="https://tiagoseverino.com.br/luigi-mangione-o-assassino-do-ceo/">Luigi Mangione: o assassino do CEO [resenha/crítica]</a></strong></p>



<p>No entanto, Adolescência propõe algo mais realista: um crime que poderia ocorrer em qualquer escola. Um jovem se apaixona por uma colega. Ela o rejeita. Influenciado por conteúdos digitais, o rapaz — aparentemente tímido e sem histórico de violência — a esfaqueia. Praticamente não há investigação. Logo nos primeiros minutos, a polícia identifica o autor do crime com base nas imagens de uma câmera de segurança. O que resta apurar é a motivação.</p>



<p>A série já começa com a invasão da polícia à casa do acusado. A ação é violenta. Os agentes arrombam a porta, mal conversam com os moradores e entram em um quarto. Para surpresa do público, o alvo é Jamie Mille, um garoto de apenas 13 anos. O contraste entre o ambiente infantil do quarto e a truculência da operação é chocante.</p>



<p>A série adota como recurso de direção de câmera o plano-sequência. A câmera foca em um personagem e o acompanha, sem cortes, durante vários minutos. Em muitos momentos, o que sustenta a imagem é a força da atuação dos atores. No caso da prisão de Jamie, são cerca de sete minutos apenas com a reação do garoto enquanto é levado à delegacia.</p>



<p>No segundo episódio, a polícia busca respostas na escola do menino. Ali, os investigadores começam a montar o quebra-cabeça do crime. Descobrem que Jamie, como outros adolescentes, frequentava fóruns online e consumia conteúdos da chamada &#8220;machosfera&#8221; — produções de caráter misógino que circulam livremente na internet.</p>



<p>Curiosamente, as grandes descobertas vêm de informações aparentemente banais, como o significado das cores dos corações usados em mensagens no Instagram. A distinção, à primeira vista simples, muda completamente o sentido das conversas, podendo indicar desde amizade até repulsa ou interesse romântico. Sem essa compreensão, a polícia não teria conseguido avançar no caso.</p>



<p>O terceiro episódio é inteiramente dedicado à conversa entre Jamie e uma psicóloga. É a primeira vez que o garoto fala abertamente sobre seus sentimentos por Katie Leonard, a vítima. A tensão é constante. A postura da psicóloga gerou debates: críticos apontam que ela teria se exposto excessivamente durante a sessão. Jamie reage de forma agressiva às perguntas, insistindo em saber se a profissional &#8220;gostava dele&#8221;. O episódio revela a profunda carência afetiva do jovem e sua busca desesperada por validação externa.</p>



<p>Adolescência se encerra no quarto episódio — o mais triste, na minha opinião. O foco agora é a família, especialmente o pai, um bombeiro hidráulico de cerca de 50 anos. A vida simples da família e seus relatos não diferem do que se espera de um lar comum. O casal se culpa por não ter percebido o que acontecia com o próprio filho e o conteúdo a que ele tinha acesso na internet.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Avaliação de Adolescência da Netflix</h2>



<p>Adolescência tem nota 8,2 de 10 no <a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt31806037/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IMDB</a>. No <a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/adolescence" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rotten Tomatoes</a>, o índice de satisfação do público é de 99%. Já o <a href="https://www.metacritic.com/tv/adolescence/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Metacritic</a>, que reúne avaliações da crítica especializada, aponta que a nota média da série é de 91 de 100. O The Times escreveu que &#8220;Adolescência (Netflix) é brilhante. Não posso colocar de outra forma. Cada batida, cada observação, cada olhar entre os personagens, cada explosão de raiva ou lágrima neste drama de quatro partes&#8221;. O The Guardian também falou positivamente da série: &#8220;Sua recusa em oferecer saídas fáceis (sem pais abusivos, sem segredos obscuros de família), sem uma explicação clara sobre o que leva um menino a matar e outros não, parece corajosa e real.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ficha técnica Adolescência</h2>



<p>Elenco Principal<br>Owen Cooper – Jamie Miller</p>



<p>Stephen Graham – Eddie Miller (pai de Jamie)</p>



<p>Christine Tremarco – Manda Miller (mãe de Jamie)</p>



<p>Amélie Pease – Lisa Miller (irmã de Jamie)</p>



<p>Ashley Walters – Detetive Inspetor Luke Bascombe</p>



<p>Faye Marsay – Detetive Sargento Misha Frank</p>



<p>Erin Doherty – Briony Ariston (psicóloga forense)</p>



<p>Mark Stanley – Paul Barlow</p>



<p>Jo Hartley – Sra. Fenumore</p>



<p>Kaine Davis – Ryan Kowalska</p>



<p>Amari Bacchus – Adam Bascombe</p>



<p>Emilia Holliday – Katie Leonard (colega de classe assassinada)</p>



<p>Elodie Grace Walker – Georgie​<br></p>



<p>Direção: Philip Barantini</p>



<p>Roteiro: Jack Thorne e Stephen Graham</p>



<p>Produção Executiva: Jack Thorne, Philip Barantini, Brad Pitt, Jeremy Kleiner, Dede Gardner, Nina Wolarsky, Hannah Walters, Stephen Graham, Mark Herbert, Emily Feller</p>



<p>Produtor: Jo Johnson</p>



<p>Direção de Fotografia: Matthew Lewis</p>



<p>Trilha Sonora: Aaron May e David Ridley</p>



<p>Produção: Warp Films, It&#8217;s All Made Up Productions, Matriarch Productions, Plan B Entertainment, One Shoe Films</p>



<p>Distribuição: Netflix</p>



<p>País de Origem: Reino Unido</p>



<p>Idioma Original: Inglês</p>



<p>Temporadas: 1</p>



<p>Episódios: 4</p>



<p>Duração dos Episódios: 51–65 minutos</p>



<p>Estreia: 13 de março de 2025</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/adolescencia-netflix-critica/">Adolescência: série da Netflix [crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tár e as polêmicas sobre a personagem de Cate Blanchett [resenha/crítica]</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/tar-filme-resenha-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 00:21:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema, Séries e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1673</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lydia Tár é uma famosa musicista e regente da Orquestra Filarmônica de Berlim. Primeira mulher a ocupar esse posto, Tár tem um comportamento questionável, e...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/tar-filme-resenha-critica/">Tár e as polêmicas sobre a personagem de Cate Blanchett [resenha/crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lydia Tár é uma famosa musicista e regente da Orquestra Filarmônica de Berlim. Primeira mulher a ocupar esse posto, Tár tem um comportamento questionável, e usa seu poder para assediar integrantes do grupo. Sua situação se agrava quando uma ex-integrante da filarmônica se suicida e deixa indícios de que foi vítima de violência psicológica por parte dela.</p>



<p>A personagem é interpretada pela atriz Cate Blanchett. No início do filme, somos apresentados ao seu mundo luxuoso e exclusivo: motorista particular, um grande apartamento e uma assessora que cuida de todos os detalhes do seu dia a dia fazem parte de sua rotina.</p>



<p><strong>Leia também: <a href="https://tiagoseverino.com.br/luigi-mangione-o-assassino-do-ceo/">Luigi Mangione: o assassino do CEO [resenha/crítica]</a></strong></p>



<p>Com diversos desafios no trabalho, Tár prepara a orquestra para uma gravação ao vivo da Sinfonia nº 5 de Gustav Mahler. Ao mesmo tempo, escreve suas memórias e revisita momentos do passado. O filme conduz a narrativa para mostrar como a regente lidera o grupo musical.</p>



<p>Os primeiros sinais de sua conduta moralmente questionável surgem na seleção de uma nova violonista. Com interesse sexual em uma jovem musicista, Tár manipula o comitê de avaliadores para que escolham sua candidata preferida.</p>



<p>Tár não percebe seus traços autoritários. Embora tenha consciência de ocupar um espaço historicamente masculino, ela reproduz o mesmo comportamento misógino de seus antecessores.</p>



<p>Tár é dirigido por Todd Field que também escreveu o roteiro. Conhecido por filmes aclamados que exploram psicologia e moralidade, o diretor fez In the Bedroom (2001) e Pecados Íntimos (2006), ambos indicados ao Oscar. Seu estilo se destaca por narrativas sutis, realismo e personagens complexos.</p>



<p>Uma parcela da crítica não gostou do filme. Tar foi considerado como um filme lento e sem atrativos. Houve ainda discussões a respeito do comportamento da regente. O site <a href="https://concerto.com.br/textos/opiniao/em-tar-filme-sobre-maestra-autoritaria-uma-reflexao-feita-de-caricaturas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Concerto </a>fez um levantamento de como especialistas do universo da música receberam a obra de Todd Field. O texto cita Marin Alsop que afirmou que se sentiu ofendida pela representação feita no longa. Segundo ela, &#8220;a oportunidade de retratar uma mulher em um posto de liderança e fazer dela uma abusadora, isso me entristeceu”.</p>



<p>Apesar disso, Cate Blanchett venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama por sua performance. A atuação como Lydia Tár foi elogiada pela crítica. Esse foi seu quarto Globo de Ouro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Avaliação de Tár</h2>



<p>O filme recebeu nota 7,4 de 10 no <a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt14444726/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IMDB</a>. A avaliação de Tar no <a href="https://www.metacritic.com/movie/tar-2022/">Metacritic</a> foi 93 de 100. No <a href="https://www.rottentomatoes.com/m/tar_2022">Rotten Tomatoes</a>, 91% do público disse que vale a pena assistir. O Los Angeles Times afirmou que &#8220;Tár é um excelente estudo de personagem e uma peça altamente persuasiva de construção de mundo&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ficha Técnica Tár</h2>



<p>Cate Blanchett – Lydia Tár (Protagonista)<br>Nina Hoss – Sharon Goodwin (Assistente de Tár)<br>Noa Colletti – Olga Metkina (Violonista)<br>Mark Strong – Andris Davis (Maestro da Orquestra)<br>Julian Glover – Emanuel Balsan (Membro da Orquestra)<br>Sylvia Flote – Alisha (Assistente de Tár)<br>Tomasz Kot – Konrad (Colega de Tár)<br>Zachary Quinto – Ted (Personagem secundário)<br>Adam Gnade – Guy (Personagem secundário)</p>



<p>Direção e Roteiro: Todd Field<br>Produção: Todd Field, Scott Lambert, Alexandra Milchan<br>Direção de Fotografia: Florian Hoffmeister<br>Montagem: Monika Willi<br>Trilha Sonora: Hildur Guðnadóttir</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/tar-filme-resenha-critica/">Tár e as polêmicas sobre a personagem de Cate Blanchett [resenha/crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mulheres no cinema &#8211; pesquisa mostra que filmes têm mais diálogos masculinos do que femininos</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/mulheres-cinema-dialogo-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2025 20:48:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aula]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema, Séries e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1662</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo com 2.000 filmes revelou que as personagens femininas falam menos do que os masculinos. Mesmo em filmes protagonizados por mulheres, elas falaram menos....</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/mulheres-cinema-dialogo-pesquisa/">Mulheres no cinema &#8211; pesquisa mostra que filmes têm mais diálogos masculinos do que femininos</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>Um estudo com 2.000 filmes revelou que as personagens femininas falam menos do que os masculinos. Mesmo em filmes protagonizados por mulheres, elas falaram menos. Em <em>Pocahontas</em> e <em>A Pequena Sereia</em>, os homens tiveram ao menos 70% dos diálogos. Já <em>Frozen</em>, <em>Os Incríveis</em> e <em>Caminhos da Floresta</em> foram mais equilibrados, enquanto <em>Divertida Mente</em>, <em>Malévola</em> e <em>Alice no País das Maravilhas</em> tiveram mais falas femininas.</p>



<p>O estudo abrange um conjunto de filmes desde os anos 1980 e que circularam, sobretudo no mercado americano.</p>



<p>Do total analisado, apenas em 22% dos filmes as mulheres têm mais diálogos do que os homens.</p>



<p>Na ferramenta abaixo, você pode filtrar os dados por ano, nome do filme e divisão de gênero.</p>



<iframe src="https://pudding.cool/2017/03/film-dialogue/embed.html" width="100%" height="800px" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>



<p>Há problemas também em relação à idade. A presença de mulheres mais jovens no cinema é maior do que mulheres mais velhas. O mesmo não se repete entre os homens. Mulheres com idade entre 22 e 31 anos falaram 38% dos diálogos femininos. Esse número caiu para 31% entre 32 e 41 anos e para 20% entre 42 e 65 anos.</p>



<p>Já os atores masculinos ganharam mais falas com a idade, chegando a 39% entre 42 e 65 anos, contra 32% entre 32 e 41 anos e 20% entre 22 e 31 anos. Após os 65 anos, ambos os sexos tiveram poucas falas: 5% para os homens e 3% para as mulheres. Esses dados indicam uma postura etarista que privilegia jovens em detrimento de velhos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="823" height="426" src="https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/03/pesquisa.png" alt="" class="wp-image-1667" srcset="https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/03/pesquisa.png 823w, https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/03/pesquisa-300x155.png 300w, https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/03/pesquisa-768x398.png 768w" sizes="(max-width: 823px) 100vw, 823px" /></figure>



<p>Os dados completos da pesquisa podem ser encontrados <a href="https://pudding.cool/2017/03/film-dialogue/">aqui</a>.</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/mulheres-cinema-dialogo-pesquisa/">Mulheres no cinema &#8211; pesquisa mostra que filmes têm mais diálogos masculinos do que femininos</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Escola de Frankfurt e a Indústria Cultural</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/industria-cultural-escola-frankfurt-artigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2025 19:36:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aula]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1656</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Indústria Cultural é um conceito criado pelos filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer, membros da Escola de Frankfurt, no livro Dialética do Esclarecimento, publicado...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/industria-cultural-escola-frankfurt-artigo/">Escola de Frankfurt e a Indústria Cultural</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Indústria Cultural é um conceito criado pelos filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer, membros da Escola de Frankfurt, no livro Dialética do Esclarecimento, publicado em 1944. O termo refere-se à padronização e mercantilização da cultura no sistema capitalista. Os produtos culturais, como filmes, músicas e programas de TV, são produzidos em massa com o objetivo principal de gerar lucro, em vez de promover reflexão crítica ou inovação artística. Segundo Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultural transforma a cultura em mercadoria.</p>



<p>O termo foi cunhado na Escola de Frankfurt, fundada em 1923 na Alemanha. Com o nazismo, o instituto fechou e nomes como Adorno, Horkheimer e Marcuse exilaram-se nos EUA. Na época, o rádio ganhou força para informação e propaganda, e o cinema firmou-se como entretenimento e influência ideológica.</p>



<p><strong>Leia também: <a href="https://tiagoseverino.com.br/senna-netflix-critica/">Senna – a incrível história do maior piloto brasileiro contada pela Netflix</a></strong></p>



<p>Entre os pontos de debates da Escola de Frankfurt está a &#8220;perda da aura&#8221;. Trata-se de um conceito central na obra de Walter Benjamin no ensaio &#8220;A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica&#8221;. Refere-se à diminuição da autenticidade e unicidade de uma obra de arte quando reproduzida em massa. A aura, para Benjamin, é a qualidade que envolve uma obra original, o que lhe confere um senso de presença única, história e valor ritualístico. A reprodução técnica, como a fotografia e o cinema, ao tornar a obra acessível a um público vasto, dissipa essa aura, e torna a arte em um objeto de consumo em massa e alterando a forma como a percebemos e experienciamos.</p>



<p>Um exemplo claro da perda da aura é a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. No Museu do Louvre, a pintura original atrai milhões de visitantes que desejam vê-la de perto e notar sua textura, cores e detalhes autênticos. Mas sua imagem já foi reproduzida incontáveis vezes em pôsteres, camisetas, memes e até canecas. A Mona Lisa virou um ícone da cultura pop. Essa massificação tira a singularidade da obra e a transforma em um objeto comum, acessível a todos. A experiência, porém, não é a mesma da contemplação do original. Esse fenômeno exemplifica a tese de Walter Benjamin. Ele argumenta que a reprodutibilidade técnica dissolve a aura da obra de arte, altera sua relação com o público e reduz sua função ritualística.</p>



<p>A Escola de Frankfurt também ponderou sobre a democratização da arte e da cultura. A reprodução técnica, apesar da perda da aura, leva obras a mais pessoas. Filmes e músicas chegam a lugares distantes. Livros são impressos em grande escala. O conhecimento se espalha. A arte deixa de ser privilégio de poucos. Há, porém, um alerta: a democratização não garante acesso à arte de qualidade. A Indústria Cultural pode padronizar gostos e limitar a diversidade. A reflexão crítica se torna essencial para apreciar a arte e a cultura na era da reprodução técnica.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="427" src="https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/03/paris-1325512_640.webp" alt="Monalisa no Louvre" class="wp-image-1658" srcset="https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/03/paris-1325512_640.webp 640w, https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/03/paris-1325512_640-300x200.webp 300w, https://tiagoseverino.com.br/wp-content/uploads/2025/03/paris-1325512_640-90x60.webp 90w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">Mona Lisa no Louvre</figcaption></figure>
</div>


<p>E o cinema para Frankfurt? Para a Escola de Frankfurt, o cinema era uma das principais expressões da Indústria Cultural, funcionando como um instrumento poderoso de padronização e alienação das massas. Theodor Adorno e Max Horkheimer, em Dialética do Esclarecimento (1944), argumentavam que a produção cinematográfica seguia uma lógica mercadológica. Narrativas previsíveis, personagens estereotipados e técnicas repetitivas reforçavam ideologias dominantes e impediam o pensamento crítico. O cinema, ao ser produzido em larga escala e distribuído globalmente, promovia a ilusão de diversidade. Na realidade, oferecia conteúdos padronizados que reafirmavam o status quo. No entanto, Walter Benjamin teve uma visão um pouco diferente. Em A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica (1936), ele reconheceu que a reprodução cinematográfica dissolvia a “aura” da arte tradicional. Mas também enxergou potencial emancipador no cinema, pois poderia aproximar a arte das massas e criar novas formas de percepção. Dessa forma, enquanto Adorno e Horkheimer viam no cinema um meio de manipulação e dominação, Benjamin acreditava que, sob certas condições, ele poderia ser uma ferramenta revolucionária para transformar a sociedade e ampliar o acesso à cultura. Assim, o cinema, para Frankfurt, era um campo de disputa entre a alienação e a possibilidade de ruptura crítica.</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/industria-cultural-escola-frankfurt-artigo/">Escola de Frankfurt e a Indústria Cultural</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Senna &#8211; a incrível história do maior piloto brasileiro na Netflix</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/senna-netflix-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 12:39:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema, Séries e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1653</guid>

					<description><![CDATA[<p>Poucos brasileiros são tão aclamados pelo grande público quanto Ayrton Senna. A tragédia que tirou a vida do piloto o transformou em um mártir do...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/senna-netflix-critica/">Senna &#8211; a incrível história do maior piloto brasileiro na Netflix</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Poucos brasileiros são tão aclamados pelo grande público quanto Ayrton Senna. A tragédia que tirou a vida do piloto o transformou em um mártir do esporte. Mesmo vindo de uma família privilegiada, Senna tinha uma profunda identificação com o cidadão comum, que o reconhecia como um símbolo de sucesso e de inspiração.</p>



<p>Na série da Netflix, vemos Senna de volta às pistas. Ele é interpretado pelo ator Gabriel Leone. Outros nomes que foram importantes na história do piloto e celebridade dos anos 1990 foram lembrados, como Xuxa (vivida por Paula Tomé), Adriane Galisteu (Julia Foti) e Galvão Bueno (Gabriel Louchard).</p>



<p><strong>Leia também: <a href="https://tiagoseverino.com.br/luigi-mangione-o-assassino-do-ceo/">Luigi Mangione: o assassino do CEO [resenha/crítica]</a></strong></p>



<p>A série tem seis episódios. Assisti em um final de semana. O melhor de tudo foi poder ver com meu filho de 10 anos, que não conheceu Senna. Tenho que admitir que foi algo bastante afetivo: rever momentos importantes da carreira de Senna sendo dramatizados e compartilhar isso com a família.</p>



<p>O episódio 3, intitulado Ambição, é um primor técnico. As cenas de corrida são incríveis, com tensão e dramaticidade intensas. Nessa parte, a produção destaca a disputa entre os principais pilotos da época, Senna e Alain Prost.</p>



<p>Ponto positivo também para a atuação de Gabriel Leone. Eu me lembrava dele no filme Eduardo e Mônica. Sua interpretação de Senna é precisa. Ele acertou na proporção dos gestos, para o personagem não ficar caricatural, o que normalmente acontece em cinebiografias.</p>



<p>Entre as críticas negativas à série está a maneira como foi retratada a relação entre Senna e a modelo Adriane Galisteu. Ela foi a última namorada do piloto. No velório, a jovem foi colocada na seção de amigos. Enquanto isso, a apresentadora Xuxa, ex-namorada de Senna, recebeu destaque de quase uma viúva na imprensa à época. Os fãs de Ayrton esperavam que a série fizesse justiça à história e contasse de modo adequado o papel que Galisteu teve na vida dele.</p>



<p>Há diversas especulações e comentários conspiratórios sobre a razão de a Netflix ter dado tanto espaço para Xuxa e pouco a Galisteu, o que reproduz o que aconteceu na imprensa após o acidente. Particularmente, prefiro acreditar que a produtora fez isso de modo proposital para gerar engajamento na internet. Se houvesse a tão esperada justiça narrativa, as menções não iriam gerar debate a respeito da série nas mídias sociais.</p>



<p>Infelizmente, como uma cinebiografia, a história se encerra na morte de Senna e não existe possibilidade de haver uma temporada. A produção cobre a vida do piloto desde o início da carreira até o fatídico acidente. Mas há bons documentários para quem quer conhecer ou relembrar a trajetória de Ayrton. São eles: Senna 30 Anos &#8211; O Dia que Ainda Não Terminou (2024), Senna: O Brasileiro. O Herói. O Campeão (2021), Senna (2010) e Senna vs Prost (2016). Outras diversas produções no YouTube podem ser assistidas grátis.</p>



<p>Há também livros como Ayrton Senna &#8211; o herói revelado, de Ernesto Rodrigues; Ayrton Senna – uma Lenda a Toda Velocidade, de Christopher Hilton; e Ayrton Senna e a Mídia, de Wagner Augusto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Avaliações de Senna</h2>



<p>Senna tem nota 8,2 de 10 no <a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt13024830/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IMDB</a>. O <a href="https://www.metacritic.com/tv/senna-2024/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Metacritic</a>, que reúne as avaliações da imprensa especializada, mostra que a recepção não foi tão boa. A média das notas é 50. The Mercury News destaca como que a série narra bem os casos amorosos de Senna e faz várias observações sobre as cenas de corrida. Justamente o oposto que nós notamos. Por eu ser fã de Senna, caso a série tivesse me desagradado com certeza, a mão teria pesado contra os produtores, atores e direção. Foi uma das melhores experiências audiovisuais do último ano. Nota 5 de 5.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ficha técnica de Senna</h2>



<p>Ayrton Senna &#8211; Gabriel Leone<br>Direção &#8211; Vicente Amorim e Júlia Rezende<br>Roteiro &#8211; Álvaro Campos, Gustavo Bragança, Rafael Spínola, Thais Falcão, Álvaro Mamute<br>Produção &#8211; Caio Gullane<br>Produção Executiva &#8211; Fabiano Gullane<br>Direção de Fotografia &#8211; Azul Serra, Kaue Zilli<br>Trilha Sonora &#8211; Rogério da Costa Jr., Fabiano Krieger, Lucas Marcier<br>Xuxa Meneghel &#8211; Pâmela Tomé<br>Alain Prost &#8211; Matt Mella<br>Ron Dennis &#8211; Patrick Kennedy<br>Galvão Bueno &#8211; Gabriel Louchard<br>Lílian de Vasconcellos Souza &#8211; Alice Wegmann<br>Viviane Senna &#8211; Camila Márdila<br>Maurinho &#8211; Christian Malheiros<br>Nelson Piquet &#8211; Hugo Bonemer<br>Adriane Galisteu &#8211; Julia Foti<br>Milton da Silva &#8211; Marco Ricca<br>Neyde Senna &#8211; Susana Ribeiro<br>Laura Harrison &#8211; Kaya Scodelario<br>Jean-Marie Balestre &#8211; Arnaud Viard<br>James Hunt &#8211; Leon Ockenden<br>Frank Williams &#8211; Steven Mackintosh<br>Sid Watkins &#8211; Tom Mannion<br>Keith Sutton &#8211; Joe Hurst<br>Niki Lauda &#8211; Johannes Heinrichs<br>Osamu Gotō &#8211; Keisuke Hoashi<br>Peter Warr &#8211; Richard Clothier<br>Alex Hawkridge &#8211; Tom McKay<br>Martin Brundle &#8211; Charlie Hamblett<br>Ralph Firman Sr. &#8211; James Marlowe<br>Gerhard Berger &#8211; Felix Mayr<br>Riccardo Patrese &#8211; Felipe Prioli<br>Roland Ratzenberger &#8211; Lucca Messer<br>Damon Hill &#8211; Gastón Frías<br>Terry Fullerton &#8211; Rob Compton</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/senna-netflix-critica/">Senna &#8211; a incrível história do maior piloto brasileiro na Netflix</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inezita Barroso, 100 anos</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/inezita-barroso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2025 21:44:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1648</guid>

					<description><![CDATA[<p>Inezita Barroso, a grande dama da música caipira, completaria 100 anos neste 4 de março. Ignez Magdalena Aranha de Lima, seu nome de batismo, nasceu...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/inezita-barroso/">Inezita Barroso, 100 anos</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Inezita Barroso, a grande dama da música caipira, completaria 100 anos neste 4 de março. Ignez Magdalena Aranha de Lima, seu nome de batismo, nasceu em 1925 na cidade de São Paulo e construiu uma trajetória brilhante como cantora, atriz, instrumentista, apresentadora de rádio e televisão, além de folclorista, professora e pesquisadora dedicada à cultura popular nacional.</p>



<p>Sua trajetória foi marcada por uma contribuição inestimável à arte brasileira, especialmente à cultura caipira, que ela valorizou e difundiu ao longo de sua carreira. Também deixou uma forte lembrança como apresentadora do icônico programa Viola, Minha Viola, exibido pela TV Cultura desde 1980, cuja reprise ainda emociona o público.</p>



<p><strong>Leia também: <a href="https://tiagoseverino.com.br/cem-anos-de-solidao-serie-netflix/">Cem anos de solidão na Netflix</a></strong></p>



<p>O êxito de Inezita não se explica apenas pelo seu talento, mas também pelo profundo conhecimento que possuía sobre o universo musical que abraçou.</p>



<p>“Inezita era obcecada pela cultura brasileira. Eu acho que ela fazia disso um objetivo de vida, de divulgar a cultura popular brasileira”, disse Aloisio Milani, jornalista, roteirista e pesquisador que trabalhou por oito anos com Inezita na produção do Viola, Minha Viola.</p>



<p>Milani lançará um livro digital sobre Inezita, reunindo “causos” sobre a “moda da pinga”, sua canção mais famosa, composta por Ochelsis Aguiar Laureano. Mas, segundo ele, a obra também abordará “seu grupo de música na época de estudante como Paulo Autran, Renato Consorte, Tullio Tavares, Paulo Vanzolini, sobre os bastidores de seus discos preferidos, sobre suas alegrias e tristezas”.</p>



<p>O jornalista destacou o comprometimento de Inezita na condução do programa, que abria espaço tanto para artistas consagrados quanto para novos talentos da música regional. Assim, o palco do Viola, Minha Viola recebeu desde as Irmãs Galvão, Liu e Léo, Pedro Bento e Zé da Estrada, Craveiro e Cravinho até Almir Sater, então um jovem violeiro promissor de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.</p>



<p>O pesquisador Walter de Souza, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo e autor do livro Moda inviolada – uma história da música caipira, ressaltou a importância dos registros feitos por Inezita em diversas regiões do país.</p>



<p>“Em termos culturais, representou a tradição musical caipira paulista, mesmo enquanto esta se misturava a ritmos de fora do país, como a guarânia paraguaia, o bolero cubano, a rancheira mexicana e a versão brasileira do rock, o iê-iê-iê, até virar o gênero sertanejo”, disse Souza.</p>



<p>“O que sempre a moveu foi a defesa da música brasileira, ou seja, a manutenção da identidade caipira contra o afã do capital como força motriz do crescimento do gênero sertanejo”, completou o pesquisador.</p>



<p>Nascida em São Paulo, Inezita construiu uma carreira sólida. Graduada em biblioteconomia na Universidade de São Paulo (USP), recebeu o título honoris causa pela Universidade de Lisboa por sua dedicação aos estudos sobre folclore e cultura popular.</p>



<p>Sua versatilidade a levou ao cinema, onde participou de produções como Ângela (1950), O craque (1953), Destino em apuros (1953) e É proibido beijar (1954). Nos anos 1970, apresentou sua música em eventos internacionais e consolidou-se como apresentadora. Comandou programas de rádio e TV, sendo o mais emblemático o Viola, Minha Viola, que esteve no ar por 35 anos. De 1980 a 2015, liderou a atração, encerrando sua trajetória pouco antes de falecer, em 8 de março, aos 90 anos.</p>



<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-03/cultura-caipira-nascimento-de-inezita-barroso-completa-100-anos-hoje" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Brasil</a></p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/inezita-barroso/">Inezita Barroso, 100 anos</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Luigi Mangione: o assassino do CEO [resenha/crítica]</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/luigi-mangione-o-assassino-do-ceo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 22:56:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema, Séries e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1642</guid>

					<description><![CDATA[<p>Dia 4 de dezembro de 2024. Em uma movimentada região de Nova York, o presidente de uma das maiores empresas de saúde dos Estados Unidos...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/luigi-mangione-o-assassino-do-ceo/">Luigi Mangione: o assassino do CEO [resenha/crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dia 4 de dezembro de 2024. Em uma movimentada região de Nova York, o presidente de uma das maiores empresas de saúde dos Estados Unidos é morto com tiros pelas costas. A imagem do assassino foi captada por câmeras de vídeo. Cinco dias depois, o suspeito Luigi Mangione foi preso em uma unidade do McDonalds na Pensilvânia. A cobertura do caso pela imprensa levou o assassino a um improvável posto de herói. </p>



<p>Mangione com 26 anos é um homem jovem e com uma fisionomia que agrada aos editores de televisão. O motivo do crime seria uma vingança contra o sistema de saúde americano que privilegia o lucro das empresas em detrimento da população. A vítima foi Brian Thompson, CEO da United Healthcare. </p>



<p>O caso de Mangione ocupou o noticiário durante os meses de dezembro e janeiro. Mas o curioso é que se formou um grupo de fãs em torno do assassino. Muita gente se manifestou na internet, na porta da delegacia e na imprensa a favor da atitude dele. Popular entre as mulheres, Mangione também passou a receber centenas de cartas de amor.</p>



<p>A HBO Max produziu um documentário sobre o caso. Ele mostra, logo no início, uma curiosidade entre vítima e assassino. Ambos foram jovens prodígios na escola básica. </p>



<p>O assassino, ao contrário do que eu imaginava, vem de uma família abastada. O documentário sugere que ele era alguém com algum nível de instabilidade emocional. A maneira que compreendia a realidade também é colocada em dúvida. Conforme a narrativa, Mangione sofreu um acidente enquanto surfava. Teve dificuldades em acessar o seguro de saúde, como ocorre com milhares de cidadãos dos Estados Unidos. A partir daí, conforme a história, ele iniciou um processo de radicalização contra o sistema econômico daquele país.</p>



<p>O documentário resgata postagens do assassino do CEO na rede social Reddit. Com uma análise cronológica a partir dos textos, percebe-se que o crime foi arquitetado com a intenção de ser uma resposta à ganância das empresas de saúde. O filme ainda mostra, sem glamourizar Mangione, a atenção que ele passou a receber do público desde à sua prisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Avaliação de Luigi Mangione, o assassino do CEO</h2>



<p>No <a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt35816740/">IMDB</a>, o filme tem nota 4,6 de 10. Eu compartilho dessa opinião. O filme não tem profundidade. Parece uma reportagem do jornalismo diário que vai em busca de opiniões disponíveis, mas sem ir além do que outros veículos já falaram. </p>



<p>O documentário Luigi Mangione, o assassino do CEO, está disponível no streaming Max.</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/luigi-mangione-o-assassino-do-ceo/">Luigi Mangione: o assassino do CEO [resenha/crítica]</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como criar uma campanha eleitoral simulada na escola?</title>
		<link>https://tiagoseverino.com.br/como-criar-uma-campanha-eleitoral-simulada-na-escola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2025 20:17:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aula]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://tiagoseverino.com.br/?p=1639</guid>

					<description><![CDATA[<p>O guia abaixo é o material de referência para o desenvolvimento de uma campanha eleitoral simulada a ser realizada em disciplinas das áreas de Ciências...</p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/como-criar-uma-campanha-eleitoral-simulada-na-escola/">Como criar uma campanha eleitoral simulada na escola?</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O guia abaixo é o material de referência para o desenvolvimento de uma campanha eleitoral simulada a ser realizada em disciplinas das áreas de Ciências Humanas (Filosofia e Sociologia). </p>



<h2 class="wp-block-heading">1 &#8211; Definir uma linha ideológica</h2>



<p>A primeira parte do trabalho é definir qual será a ideologia do partido. Isso envolve entender os fundamentos que norteiam cada um desses pensamentos. A seguir está uma lista de oito caminhos possíveis: Liberalismo, Conservadorismo, Social-Democracia, Socialismo, Comunismo, Ecocapitalismo, Progressismo e Anarquismo.</p>



<p>A escolha da linha ideológica vai orientar a forma como os grupos vão elaborar as propostas de governo e todo o material de campanha.</p>



<h2 class="wp-block-heading">2 &#8211; Criação do nome e da identidade visual</h2>



<p>Definida a linha, o grupo deve criar o nome do partido. Escolha também um número que representa o partido. Não deve ser usado números de partidos já existentes. Então nenhum grupo pode colocar 13 (PT) ou 22 (PL) em seus respectivos trabalhos.</p>



<p>Elabore também o logotipo do partido. Para isso, defina as cores que estejam alinhadas com a visão que você deseja transmitir. O logo deve ser simples, limpo e representativo das propostas do grupo.</p>



<p>Lembre-se: a gente cria para o público e não para nós mesmos. Então faça um nome e um logotipo que alcance o eleitor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">3 &#8211; Elabore o plano de governo</h2>



<p>O plano de governo apresenta as propostas do partido. Ele é formado pelas seguintes partes:</p>



<p>1) Apresentação &#8211; deve trazer uma análise detalhada da linha ideológica do partido e a sua importância para o atual momento político, econômico e social do país. Basicamente, você deve explicar o pensamento do partido e como ele pode ajudar o país nos desafios atuais. Tamanho mínimo: 1000 palavras; </p>



<p>2) Cenário Atual &#8211; Deve  descrever os principais problemas que o Brasil enfrenta. A ideia aqui é trazer um quadro da situação atual para na etapa seguinte mostrar as propostas. Importante: os dados aqui devem ser reais, pesquisados e obtidos em fontes oficiais (IBGE, Ipea&#8230;). Tamanho mínimo: 1000 palavras. Tudo deve estar devidamente referenciado ;</p>



<p>3) Proposta &#8211; Elaborar cinco propostas para cada uma das seguintes áreas Educação, Saúde, Cultura, Esporte, Economia, Meio Ambiente, Assistência Social. As propostas devem ter por volta de três linhas e estar de acordo com os fundamentos do partido e os dados apurados na seção Cenário Atual.</p>



<h2 class="wp-block-heading">4 &#8211; Escolha um representante do partido</h2>



<p>É importante que o partido tenha um representante. No nosso trabalho, não há uma figura como um presidente. A votação é no partido e no conjunto de propostas. Mas é indispensável ter alguém para ser a parte visível dessas propostas. Pode ser um ou uma liderança. Ele pode aparecer no material em vídeo, gráfico, participar da divulgação presencialmente ou de debates.</p>



<h2 class="wp-block-heading">5 &#8211; Produção do material de campanha</h2>



<p>O material de campanha visa promover o nome do partido, seu número e propostas.</p>



<p>Materiais admitidos: cartaz A4 e A3, santinhos, adesivos, posts para mídias sociais e vídeos para mídias sociais. Não são permitidos qualquer tipo de material que possa significar benefício ao eleitor como camisetas, canetas ou outros tipos de brinde. Os cartazes só devem ser fixados em local determinado pelo professor. A execução de jingles só pode ocorrer em materiais de mídias sociais ou fisicamente durante evento do partido.</p>



<p>Importante: não será permitida a criação de páginas em mídias sociais exclusiva dos partidos. Os alunos devem usar as suas próprias redes para a veiculação de material. Em todas as postagens no Instagram, favor marcar o perfil do professor para acompanhar o desenvolvimento da campanha. (@tiagoseverinoreal)</p>



<h2 class="wp-block-heading">6 &#8211; Evento do partido</h2>



<p>O partido deve produzir pelo menos um evento de campanha. Pode ser, por exemplo, uma caminhada para a distribuição de santinhos. Outra forma é uma reunião com eleitores para apresentar propostas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">7 &#8211; Dia da votação</h2>



<p>A votação será organizada pelo professor em conjunto com a coordenação de ensino. A apuração acontecerá no prazo de 48 horas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Divisão de tarefas no grupos</h2>



<p>Aqui está a divisão de tarefas. Cada grupo tem a liberdade de escolher quantos alunos ficarão com cada atividade. O importante é não deixar apenas poucas pessoas em uma função. Os respectivos setores (plano de governo e material de campanha) devem ter uma liderança. </p>



<p>Plano de governo</p>



<p>Pesquisa e apuração de dados &#8211; Levantar os dados para a parte de apresentação e cenário atual;</p>



<p>Redação &#8211; Fazer a elaboração da íntegra dos textos de cada parte do plano.</p>



<p>Revisão &#8211; Fazer a revisão e adequação do texto do plano às exigência do professor. </p>



<p>Material de campanha</p>



<p>Redator &#8211; elabora os textos dos santinhos, frases para os cartazes e roteiros de vídeos, se necessário.</p>



<p>Designer &#8211; faz a produção gráfica e criação visual dos materiais.</p>



<p>Agente de mobilização &#8211; responsável por distribuir os materiais de forma física e on line. Organiza também os eventos de campanha. </p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Plano de governo</strong></td><td><strong>Material de campanha</strong></td></tr><tr><td>Pesquisa e apuração de dados</td><td>Redator</td></tr><tr><td>Redator</td><td>Designer</td></tr><tr><td>Revisor</td><td>Agente de mobilização</td></tr><tr><td></td><td></td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Entrega ao professor</h2>



<p>Os líderes de cada grupo devem entregar via Classroom todo o material produzido &#8211; plano de governo e materiais de campanha.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Critérios de avaliação</h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Plano de Governo </strong></h3>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Critérios de Avaliação</strong>:</h4>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Clareza e Objetividade (24%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>As propostas estão bem estruturadas e são de fácil compreensão?</li>



<li>O plano de governo apresenta soluções claras e diretas para os problemas abordados?</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Viabilidade das Propostas (30%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>As propostas são realistas e podem ser implementadas dentro do contexto social, político e econômico?</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Coerência Ideológica ( 24%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>As propostas estão alinhadas com a linha ideológica escolhida para o partido?</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Abrangência e Diversidade de Áreas (22%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>As propostas cobrem uma gama significativa de temas importantes para a sociedade?</li>
</ul>
</li>
</ol>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Material de Campanha</strong></h3>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Critérios de Avaliação</strong>:</h4>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Atração e Impacto Visual (30%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>O material é visualmente atraente e chama a atenção?</li>



<li>O uso de cores, fontes e imagens é adequado e harmonioso?</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Consistência com a Linha Ideológica (20%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>O material de campanha está alinhado com a ideologia do partido e com as propostas do plano de governo?</li>



<li>A comunicação visual e escrita reflete os valores e as ideias defendidas pelo partido?</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Clareza da Mensagem (20%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>A mensagem do material de campanha é clara e facilmente entendida pelo público-alvo?</li>



<li>Existe uma proposta principal ou slogan que resuma de forma eficaz as intenções do partido?</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Originalidade e Criatividade (20%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>O material de campanha apresenta uma abordagem criativa e diferenciada em relação aos materiais de campanha convencionais?</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Capacidade de Persuasão (10%)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>O material é persuasivo e consegue atrair o interesse do eleitorado?</li>



<li>Existe uma chamada à ação (ex.: &#8220;vote por um futuro melhor&#8221;, &#8220;junte-se à nossa causa&#8221;) que motiva o público a se engajar?</li>
</ul>
</li>
</ol>



<p></p>
<p>O post <a href="https://tiagoseverino.com.br/como-criar-uma-campanha-eleitoral-simulada-na-escola/">Como criar uma campanha eleitoral simulada na escola?</a> apareceu primeiro em <a href="https://tiagoseverino.com.br">Tiago Severino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
